segunda-feira, 20 de junho de 2011

Paço Municipal


foto do blog "A voz tubaronense"

Vejam só o Paço Municipal da Prefeitura de Tubarão vem sendo usado como palco de acampamento pelos nossos professores. Hoje, das 8h até às 17h, estiveram lá, fazendo "marcação cerrada" ao dignissímo prefeito e seus secretários, Mais uma rodada de negociações foram feitas, agora com a participação de alguns dirigentes da CUT, que confirmaram presenças amanhã, novamente, às 18h quando teremos uma outra reunião com o fim de registrar ou documentar alguns detalhes da tabela proposta da categoria.


foto do blog "A voz tubaronense"




Tantas  negociações me lembra uma canção...
"Vejam só que coisa incrível eu tenho pra contar\ quem é que vai querer acreditar\ eu sou palhaço sem querer..."

FOTO BLOG "O bestiário"
UM CONTO QUE EU LI e QUE ME PARECE OPORTUNO...

O palhaço do circo de ouro

O espelho fixado na parede móvel do camarim improvisado refletia um rosto sem expressão de um palhaço velho e cansado das mesmas brincadeiras que já não mais divertiam os poucos que ainda se atreviam a ir ao circo ambulante. Traços de uma figura mambembe, um palhaço, como tantos outros, mesmo assim um palhaço. Um dia chegou a sonhar, nem faz tanto tempo assim, uns quinze anos, só o tempo mesmo para passar despercebido, sem cautela é capaz de perder-se no espaço temporal e sequer saber a idade, que idade teria esse rosto no espelho? Olhava-se na altura dos olhos e refletia.

- Se o espelho reflete tudo na mesma proporção, como saber qual das imagens está dentro do espelho? Posso eu estar aprisionado nesse maldito espelho e sequer suspeitar disso, pensou relutante o pobre palhaço.

Conjecturas de um palhaço. Quem já viu uma coisa assim, se pudessem ouvir tais palavras, se pensamentos não fossem, diriam que o palhaço caducou.

- Tadinho dele!

Não podia mais esperar uma resposta vinda do outro ser refletido, a apresentação iria começar. A maquiagem se fez como sempre, perfeita! Anos de experiência permitiam ao palhaço pintar-se como num passe de mágica, pudera, mágico já fora também, mas era a prática e não a mágica que o espelho mostrava. E como para prevenir, olhou mais uma vez ou foi olhado, não sabemos. A maquiagem cingia sua face como um palhaço de um circo de ouro, a borda do espelho era ouro, os pincéis tinham ouro, tudo era ouro. Até o punhal com que vira no espelho um palhaço acariciando seu pulso direito era
ouro, ouro banhado de sangue, um sangue dourado, e um palhaço sorrindo vermelho

BRUNO LIBERAL
nasceu em Petrolina-PE (1981), é estudante de economia da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia e está escrevendo seu primeiro romance.

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